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02/09/2026 | Sua Saúde

Sintomas da diabetes: sinais que pedem atenção médica

Descubra os principais sintomas da diabetes, quando procurar atendimento médico e como o diagnóstico precoce faz diferença para sua saúde e qualidade de vida.

Por: Leve Saúde

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Tema

Introdução

O número de adultos brasileiros com diabetes aumentou 135% entre 2006 e 2024, passando de 5,5% para 12,9% da população, segundo dados do Vigitel 2025, divulgados em janeiro de 2026.

Esse crescimento coloca o Brasil diante de um desafio importante, pois muitas pessoas convivem com a doença sem saber. Os sintomas podem ser sutis ou surgir de forma tão gradual que passam despercebidos, especialmente no caso da diabetes tipo 2.

Justamente por isso, reconhecer os sinais é o primeiro passo para cuidar da saúde de forma consciente. Com diagnóstico e acompanhamento adequados, é possível viver bem e com qualidade.

Ao longo deste conteúdo, serão abordados os principais sintomas da diabetes, as diferenças entre os tipos da doença, os fatores de risco que merecem atenção e quando é o momento de procurar orientação médica. Continue a leitura!

O que é diabetes?

A diabetes é uma condição crônica que afeta a forma como o corpo processa a glicose, que é o açúcar presente no sangue e principal fonte de energia para as células.

Esse processo depende da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, que funciona como uma espécie de chave, permitindo que a glicose entre nas células para ser transformada em energia.

Quando a produção de insulina é insuficiente ou quando o corpo não consegue utilizá-la adequadamente, a glicose se acumula no sangue. Esse acúmulo provoca a hiperglicemia característica da diabetes.

Embora não exista uma cura definitiva para a maioria dos tipos de diabetes, a condição pode ser controlada com acompanhamento médico, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, uso de medicamentos.

O importante é entender que a diabetes exige atenção contínua e que viver bem com a doença é uma realidade quando ela é diagnosticada e tratada adequadamente. Para compreender melhor, conheça os diferentes tipos de diabetes e suas características específicas.

Quais são os tipos de diabetes?

A diabetes engloba diferentes tipos, com causas, características e evoluções distintas. Compreender essas diferenças ajuda a identificar sintomas, entender riscos e buscar o tratamento mais adequado para cada situação.

A maior parte dos diagnósticos e das ações de rastreamento se concentra em quatro condições:

  • Diabetes tipo 1;
  • Diabetes tipo 2;
  • Pré-diabetes;
  • Diabetes gestacional.

Entre os casos de diabetes, o tipo 2 é o mais prevalente, representando mais de 95% dos casos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Essa categoria está fortemente associada a fatores de estilo de vida, como sedentarismo, alimentação inadequada e excesso de peso, além de idade e genética. Por outro lado, a diabetes tipo 1, embora menos frequente, geralmente surge de forma mais abrupta e está relacionada a um processo autoimune que compromete a produção de insulina.

A seguir, vamos detalhar cada uma dessas condições para que você possa compreender suas particularidades e reconhecer os sinais de alerta.

Diabetes tipo 1

A diabetes tipo 1 é uma condição autoimune na qual o sistema imunológico ataca as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Sem o funcionamento dessas células, o corpo deixa de produzir o hormônio, e a glicose não consegue entrar nas células para gerar energia.

Embora seja mais comum em crianças, adolescentes e adultos jovens, o tipo 1 pode aparecer em qualquer idade e representa entre 5% e 10% de todos os casos de diabetes.

Segundo o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK), acredita-se que a diabetes tipo 1 resulta de uma combinação de predisposição genética e fatores ambientais, como infecções virais. Diferentemente do tipo 2, a causa exata ainda não é completamente compreendida.

Uma característica marcante da diabetes tipo 1 é que os sintomas costumam aparecer em questão de dias ou semanas. Entre os principais sinais, estão:

  • Sede excessiva;
  • Necessidade frequente de urinar;
  • Fome constante;
  • Perda de peso;
  • Fadiga;
  • Náuseas (em alguns casos).

Devido a essa progressão rápida, o tratamento com insulina é necessário desde o diagnóstico. Com acompanhamento médico regular, monitoramento da glicemia e atenção aos hábitos alimentares e à prática de atividade física, é plenamente possível ter qualidade de vida.

A principal diferença em relação ao tipo 2 está justamente na causa, na velocidade de aparecimento dos sintomas e na necessidade de reposição de insulina desde o início.

Diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 é a forma mais comum da doença. Nesse caso, o pâncreas ainda produz insulina, mas não a fabrica em quantidade suficiente ou o corpo desenvolve resistência a esse hormônio, fazendo com que as células não respondam adequadamente ao seu estímulo. Com o tempo, esses fatores levam ao acúmulo de glicose no sangue.

Diferentemente do tipo 1, a progressão da diabetes tipo 2 é mais lenta. Segundo o NIDDK, os sintomas podem levar anos para se manifestar de forma perceptível, e muitas pessoas descobrem que têm diabetes em exames de rotina. Essa progressão gradual é justamente o que torna o rastreamento preventivo tão importante.

Apesar desse cenário, a diabetes tipo 2 pode ser prevenida ou controlada com mudanças no estilo de vida. Entre as medidas eficazes, estão:

Essas medidas fazem diferença tanto na prevenção quanto no controle da doença. Mas antes de chegar à diabetes tipo 2, existe um estágio intermediário que funciona como um importante sinal de alerta. Veja a seguir.

Pré-diabetes

A pré-diabetes é uma condição na qual os níveis de glicose no sangue estão acima do normal, mas ainda não atingem os valores diagnósticos de diabetes. Esse estágio intermediário é um aviso de que algo merece atenção e representa uma oportunidade de agir antes que o quadro evolua para a diabetes tipo 2.

O diagnóstico de pré-diabetes é feito por meio de exames laboratoriais. Segundo diretrizes clínicas, os critérios incluem:

  • Glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL;
  • Hemoglobina glicada (HbA1c) entre 5,7% e 6,4%.

Esses valores indicam que o corpo já está metabolizando a glicose de forma alterada, mas ainda há espaço para ajustes.

Uma característica importante da pré-diabetes é que ela geralmente não apresenta sintomas. A pessoa se sente bem, não percebe nada diferente no dia a dia, e por isso a condição costuma ser descoberta em exames de rotina.

Apesar desse cenário, a pré-diabetes é reversível. Estudos mostram que mudanças no estilo de vida, como perda de peso moderada (entre 5% e 7% do peso corporal), alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, podem fazer com que os níveis de glicose voltem ao normal.

Justamente por isso, receber um diagnóstico de pré-diabetes é uma oportunidade de cuidar da saúde de forma preventiva.

Diabetes gestacional

Por fim, existe a diabetes gestacional, que é diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez e ocorre quando o corpo da gestante não consegue produzir insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades desse período.

Na maioria das mulheres, o pâncreas compensa essa situação produzindo mais insulina. No entanto, em algumas, isso não acontece, resultando em níveis elevados de glicose no sangue.

Segundo o NIDDK, mudanças hormonais naturais da gravidez, somadas a fatores genéticos e de estilo de vida, estão por trás do desenvolvimento da diabetes gestacional. Entre as gestantes com maior chance de desenvolver a condição estão aquelas com:

  • Sobrepeso;
  • Histórico familiar de diabetes;
  • Idade materna mais avançada;
  • Diabetes gestacional em gestações anteriores.

A diabetes gestacional geralmente não apresenta sintomas perceptíveis. Por isso, o rastreamento é feito de rotina em todas as gestantes, normalmente entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez.

Quando acompanhado adequadamente, os riscos para a mãe e para o bebê são significativamente reduzidos, e o controle da glicemia durante a gestação protege tanto a saúde materna quanto o desenvolvimento saudável do bebê.

Além disso, na maioria dos casos, a diabetes gestacional desaparece após o parto, quando os níveis hormonais retornam ao normal. Mesmo assim, mulheres que tiveram a condição se beneficiam de acompanhamento médico contínuo nos anos seguintes, já apresentam maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

Agora que você já conhece os tipos de diabetes, é importante saber reconhecer os principais sinais que o corpo pode apresentar quando a glicemia está elevada.

Sintomas mais comuns da diabetes

Os sintomas clássicos da diabetes decorrem dos níveis elevados de glicose no sangue, e reconhecê-los pode fazer diferença no diagnóstico e no início do tratamento. No entanto, é importante compreender que a forma como esses sinais se manifestam varia conforme o tipo da doença.

No tipo 1, os sintomas podem surgir em questão de dias ou semanas. Já no tipo 2, a progressão tende a ser lenta e gradual, muitas vezes ao longo de anos, e os sintomas podem ser sutis.

Poliúria (urinar com frequência)

A necessidade frequente de urinar ocorre porque o excesso de glicose no sangue faz com que os rins trabalhem mais para filtrar e eliminar o açúcar. Quando a glicose é eliminada pela urina, leva consigo uma grande quantidade de água. Por isso, é comum que a pessoa precise acordar várias vezes durante a noite para urinar.

Polidipsia (sede excessiva)

A sede excessiva acompanha a perda de líquidos. Ou seja, o corpo tenta compensar a desidratação causada pela eliminação aumentada de urina, e, mesmo com a ingestão adequada de água, a sensação de sede persiste enquanto a glicemia permanece elevada.

Polifagia (fome constante)

A fome constante também é um sintoma marcante. Isso acontece porque, apesar de haver glicose circulando no sangue, ela não consegue entrar nas células para ser utilizada como fonte de energia.

O corpo interpreta essa situação como fome e sinaliza para a pessoa comer mais. Com isso, cria-se um ciclo no qual, mesmo alimentando-se frequentemente, a sensação de fome não desaparece.

Perda de peso inexplicada

Ao mesmo tempo, a perda de peso inexplicada é mais comum na diabetes tipo 1 e acontece porque, sem insulina suficiente para transportar a glicose para dentro das células, o corpo passa a utilizar músculo e gordura como fontes alternativas de energia.

Mesmo comendo normalmente ou até mais do que o habitual, a pessoa pode emagrecer de forma involuntária.

Fadiga

Outro sintoma frequente é a fadiga, que está relacionada à forma como o corpo consegue usar a energia disponível. Quando a glicose não é aproveitada adequadamente, a pessoa pode sentir cansaço persistente, falta de disposição e dificuldade para realizar atividades cotidianas. Esse cansaço pode ser acompanhado de irritabilidade e dificuldade de concentração.

Visão embaçada

Por fim, a visão embaçada aparece porque as variações nos níveis de glicose afetam o cristalino, estrutura responsável pelo foco visual, alterando temporariamente sua capacidade de ajuste. Esse sintoma costuma ser temporário e melhora quando a glicemia é controlada. Apesar disso, se a diabetes não for acompanhada, pode evoluir para outras condições que afetam a visão.

Reconhecer esses sintomas e buscar avaliação médica ao percebê-los permite que o diagnóstico seja feito e o tratamento adequado possa começar. Quanto antes a diabetes for identificada e acompanhada, melhores são as perspectivas de controle.

Outros sinais que podem aparecer

Além dos sintomas clássicos da diabetes, outros sinais podem surgir quando a glicemia permanece elevada por períodos prolongados. Esses sintomas muitas vezes se desenvolvem de forma gradual e podem ser confundidos com outras condições.

  • Cicatrização lenta de feridas: a glicose elevada pode afetar a circulação sanguínea e o funcionamento do sistema imunológico. Como resultado, pequenos cortes, arranhões ou machucados demoram mais para fechar, especialmente nos pés;
  • Infecções frequentes: pessoas com diabetes não controlada podem ter maior propensão a desenvolver infecções urinárias de repetição, candidíase (genital, em mulheres e homens), infecções de pele e furúnculos;
  • Formigamento, dormência ou queimação nas extremidades: conhecido como neuropatia periférica, este sintoma acontece quando o excesso de glicose afeta os nervos ao longo do tempo. Costuma começar nos pés e pode progredir para as pernas e as mãos, afetando a sensibilidade;
  • Pele seca e coceira: podem aparecer, especialmente quando há desidratação ou mudanças na circulação. A pele pode ficar áspera, descamada e com tendência a rachar;
  • Acantose nigricans: manchas escuras, espessas e aveludadas em regiões de dobras da pele (pescoço, axilas e virilha). Embora possa aparecer por outras causas, é frequentemente associada à diabetes tipo 2 e à pré-diabetes, funcionando como um sinal de que o metabolismo da glicose merece atenção

Quando procurar atendimento médico

Buscar orientação médica ao reconhecer os sintomas clássicos faz diferença para um diagnóstico e acompanhamento adequados, quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de controle e evitar complicações..

Além disso, mesmo na ausência destes sinais, segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, todas as pessoas a partir dos 35 anos se beneficiam de realizar exames de rastreamento regularmente.

Esse rastreamento é especialmente importante se houver histórico familiar de diabetes, sobrepeso, sedentarismo, hipertensão, colesterol alto, histórico de diabetes gestacional ou síndrome dos ovários policísticos.

Os exames utilizados incluem glicemia de jejum, hemoglobina glicada (HbA1c) e, em algumas situações específicas, o teste oral de tolerância à glicose. Esses testes são simples, acessíveis e podem ser solicitados em consultas de rotina com clínico geral ou endocrinologista.

Por fim, vale reforçar que alguns sinais pedem atenção médica imediata:

  • Sinais de possível cetoacidose diabética: hálito com cheiro frutado/acetona, vômitos persistentes, respiração rápida e profunda, desidratação e confusão;
  • Sinais de hipoglicemia grave: tremores, suor frio, confusão e desmaio.

Se você apresenta estes sintomas, procure um serviço de urgência/emergência imediatamente.

Na Leve Saúde, você encontra planos com rede credenciada no Rio de Janeiro, incluindo consultas gerais e especialidades, além de exames laboratoriais de rotina e acompanhamento contínuo conforme o plano e a cobertura contratada. Conheça nossos planos e cuide da sua saúde com quem acompanha você de perto.

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre diabetes

Diabetes é uma condição que gera muitas dúvidas, desde questões sobre diagnóstico e tratamento até o dia a dia de quem convive com a doença. Reunimos aqui as perguntas mais comuns sobre o tema, com respostas diretas e baseadas em evidências científicas.

Se você busca entender melhor os exames, os diferentes tipos de diabetes, ou saber quando procurar ajuda médica, este espaço foi feito para você.

1) Diabetes tem cura?

A diabetes tipo 1 é uma condição permanente que exige reposição de insulina ao longo da vida. Com tratamento adequado e acompanhamento médico regular, é plenamente possível viver bem e com qualidade.

A diabetes tipo 2 pode entrar em remissão quando a pessoa mantém níveis normais de glicemia sem o uso de medicamentos, geralmente por meio de perda de peso, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Mesmo em remissão, o acompanhamento médico continua sendo importante.

A pré-diabetes pode ser revertida com mudanças no estilo de vida. Já a diabetes gestacional geralmente desaparece após o parto, embora o acompanhamento nos anos seguintes seja recomendado devido ao maior risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2. 

2) Qual a diferença entre diabetes e pré-diabetes?

A diferença está nos níveis de glicose no sangue:

  • Na pré-diabetes, a glicemia de jejum fica entre 100 e 125 mg/dL ou a hemoglobina glicada (HbA1c) entre 5,7% e 6,4%;
  • Na diabetes, a glicemia de jejum atinge 126 mg/dL ou mais (confirmada em dois exames), a HbA1c está em 6,5% ou acima, ou há sintomas clássicos com glicemia casual de 200 mg/dL ou mais.

A pré-diabetes funciona como um sinal de atenção, indicando que é momento de agir preventivamente.

3) O que é hemoglobina glicada (HbA1c)?

A hemoglobina glicada (HbA1c) é um exame que estima a média dos níveis de glicose nos últimos dois a três meses, refletindo o controle glicêmico ao longo do tempo.

Valores de referência:

  • Abaixo de 5,7% = normal;
  • Entre 5,7% e 6,4% = pré-diabetes;
  • 6,5% ou mais = diabetes.

Para quem já tem diabetes, recomenda-se manter a HbA1c abaixo de 7%, embora as metas possam variar conforme idade, comorbidades e orientação médica.

4) Hipoglicemia: o que é e o que fazer?

Hipoglicemia é a redução da glicose no sangue para níveis abaixo de 70 mg/dL. Pode acontecer em pessoas que usam insulina ou determinados medicamentos, especialmente quando há jejum prolongado, atraso nas refeições ou prática de exercícios físicos intensos.

Sintomas: tremores, suor frio, tontura, fraqueza, fome súbita e confusão mental.

O que fazer:

  • Ingerir 15 gramas de carboidrato de rápida absorção (suco, mel ou balas);
  • Aguardar 15 minutos e medir a glicemia novamente;
  • Se ainda estiver abaixo de 70 mg/dL, repetir a ingestão;
  • Após a normalização, fazer uma pequena refeição para manter a estabilidade glicêmica.

Se a pessoa não conseguir ingerir alimentos ou estiver inconsciente, deve-se buscar atendimento médico imediatamente. 

5) Como saber se minha glicose "alta" já é diabetes?

Apenas exames laboratoriais confirmam o diagnóstico. Segundo a SBD, a diabetes é diagnosticada quando há:

  • Glicemia de jejum igual ou superior a 126 mg/dL (em duas ocasiões);
  • HbA1c igual ou superior a 6,5%;
  • Glicemia casual igual ou superior a 200 mg/dL associada a sintomas clássicos.

Se a glicemia de jejum estiver entre 100 e 125 mg/dL, você está na faixa de pré-diabetes. Nesse caso, o acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida são fundamentais.

A interpretação dos resultados deve sempre ser feita por um médico, que avaliará o contexto clínico, os fatores de risco e os sintomas apresentados.

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