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Sono de qualidade: o remédio natural que transforma sua saúde
Entenda por que o sono de qualidade é essencial para a saúde física e mental. Veja o que acontece no corpo enquanto dormimos, conheça os principais distúrbios do sono e descubra hábitos simples que ajudam a criar uma rotina mais saudável e restauradora.
Por: Leve Saúde
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1. Introdução
Imagine passar um terço da sua vida fazendo algo, todos os dias, sem falhar. Parece muito, certo? Pois é exatamente isso que acontece quando dormimos.
Segundo a Universidade de Harvard, o sono é essencial para a saúde e o bem-estar ao longo da vida. Estima-se que boa parte de nossos anos seja dedicada ao descanso, o que ressalta os efeitos benéficos do sono não somente para a função cognitiva, mas também para a saúde em geral.
O sono é uma das funções mais fundamentais do corpo humano. Enquanto dormimos, uma verdadeira força-tarefa acontece dentro de nós: hormônios são equilibrados, células se renovam, memórias se organizam, o sistema imunológico se fortalece. É como se o corpo aproveitasse esse tempo para fazer uma reorganização física e menta , como se fosse uma manutenção preventiva de um carro.
Apesar disso, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cerca de 72% dos brasileiros já relataram ter algum problema relacionado ao sono. E os efeitos disso já são sentidos no dia a dia: cansaço constante, dificuldade de concentração, irritabilidade, ganho de peso, queda na produtividade… tudo começa a falhar quando o descanso não vem.
Neste conteúdo, queremos te convidar a olhar para o sono com o valor que ele merece. Vamos mostrar como noites bem dormidas podem transformar sua saúde, e o que você pode fazer, de forma prática e leve, para conquistar esse cuidado todos os dias.
Boa leitura!
2. O que acontece no corpo enquanto dormimos?
Dormir não é apenas “desligar” por algumas horas. Na verdade, é durante o sono que o corpo faz algumas das funções mais importantes para o equilíbrio da nossa saúde. É como se, por trás do silêncio e da imobilidade, uma engrenagem complexa continuasse girando, com foco total em restaurar tudo o que foi desgastado ao longo do dia.
Enquanto dormimos, o cérebro organiza memórias, processa emoções e fortalece conexões neuronais, o que ajuda diretamente na atenção, no aprendizado e no bem-estar emocional. Ao mesmo tempo, o corpo atua no reparo de tecidos, na produção de hormônios essenciais e na regulação de sistemas como o imunológico e o metabólico.
De acordo com a American Academy of Sleep Medicine, dormir menos de 7 horas por noite de forma recorrente está associado a um maior risco de obesidade, hipertensão, diabetes, depressão e até doenças cardiovasculares.
Cada hora de sono de qualidade é um investimento no funcionamento do seu corpo como um todo. Quando essa rotina é interrompida ou negligenciada, os efeitos aparecem aos poucos: menor imunidade, desregulação hormonal, alterações de humor e até falhas na memória de curto prazo.
Entender tudo o que o sono faz por nós é o primeiro passo para valorizá-lo. O segundo passo é cuidar ativamente para que ele aconteça da melhor forma possível, como veremos a seguir.
3. Quais são os tipos de sono?
Quando pensamos em “dormir bem”, geralmente focamos apenas na quantidade de horas. Mas o que realmente importa para a saúde é a qualidade dos ciclos de sono que vivenciamos durante a noite.
O sono não é um estado único e contínuo: ele é composto por fases distintas, que se alternam ao longo da noite e cumprem funções vitais para o corpo e a mente.
Essas fases se dividem em dois grandes grupos: sono NREM e sono REM. Juntos, eles formam ciclos de aproximadamente 90 minutos, que se repetem várias vezes enquanto dormimos. Para que o descanso seja realmente restaurador, é fundamental passar por todas essas etapas, e claro, com o tempo necessário em cada uma delas.
3.1. Sono NREM
O sono NREM (Non-Rapid Eye Movement, em português, Sem Movimento Rápido dos Olhos) representa, em média, de 70% a 80% do tempo total de sono. Ele é dividido em três estágios sequenciais:
- Fase 1 (início do sono): acontece nos primeiros 5 a 10 minutos após adormecer. É uma fase leve, onde o corpo começa a relaxar, o batimento cardíaco desacelera e a consciência vai se desligando aos poucos. Muitas pessoas acordam facilmente nessa etapa;
- Fase 2 (sono leve): começa por volta de 10 a 20 minutos após pegar no sono e pode durar cerca de 20 minutos. Aqui, a atividade cerebral desacelera ainda mais, os músculos relaxam e o corpo começa a bloquear estímulos externos. Essa fase prepara o organismo para entrar no sono profundo;
- Fase 3 (sono profundo): ocorre geralmente entre 30 e 45 minutos após o início do sono. É a fase mais restauradora, em que o corpo realiza a regeneração celular, fortalece o sistema imunológico e libera hormônios importantes, como o GH (Growth Hormone), que é o hormônio do crescimento, liberado pela hipófise. É também a fase mais difícil de acordar alguém — e a mais importante para a recuperação física.
Estudos sugerem que, durante o sono profundo, o cérebro participa da “limpeza” de substâncias que se acumulam ao longo do dia, o que pode estar relacionado à saúde cerebral no longo prazo.
3.2. Sono REM
Já o sono REM (Rapid Eye Movement, em português, Movimento Rápido dos Olhos), que ocupa cerca de 25% da noite, é marcado por uma intensa atividade cerebral, quase comparável à vigília, mesmo que o corpo esteja completamente relaxado. É nessa fase que acontecem os sonhos mais vívidos.
O sono REM tem papel importante na consolidação da memória e no processamento das informações adquiridas ao longo do dia. Segundo a Harvard Health Publishing, as diferentes fases do sono contribuem para o aprendizado, e a privação pode comprometer o desempenho cognitivo.
Além disso, os ciclos REM vão se tornando mais longos à medida que a noite avança. Por isso, dormir poucas horas pode fazer com que essa fase nem sequer aconteça com a profundidade suficiente.
Quando o sono é interrompido, fragmentado ou reduzido, esses ciclos são prejudicados. E o impacto é claro: acordamos cansados, desatentos e mais vulneráveis a adoecer. Por isso, não basta dormir: é preciso dormir bem e por tempo suficiente.
Em um paralelo, podemos dizer que dormir bem é como assistir a um espetáculo bem dirigido: cada fase do sono entra em cena no momento certo e cumpre seu papel com precisão. Mas, e quando esse roteiro sai do controle?
É aí que entram os distúrbios do sono, verdadeiros sabotadores do descanso, que interferem nos ciclos naturais e, com o tempo, afetam corpo, mente e qualidade de vida.
4. Quais são os principais distúrbios do sono?
Quando o sono deixa de ser um processo fluido e restaurador, algo precisa ser investigado. Existem condições que atrapalham esse ciclo natural, algumas silenciosas, outras bem perceptíveis, e que podem afetar profundamente a qualidade de vida. Essas condições são chamadas de distúrbios do sono, e estão mais presentes na nossa rotina do que imaginamos.
Vamos conhecer os principais quadros clínicos que afetam o sono e merecem atenção?
4.1. Insônia
A insônia é a dificuldade persistente de iniciar ou manter o sono. A pessoa pode levar horas para adormecer, acordar várias vezes durante a noite ou despertar antes do necessário, sem conseguir voltar a dormir.
Isso acontece por vários motivos: estresse, ansiedade, depressão, uso de estimulantes (como cafeína), alterações hormonais ou até hábitos irregulares antes de dormir. Também pode ser consequência de condições clínicas, como dor crônica ou problemas respiratórios.
Quando a insônia se repete por pelo menos três vezes na semana, durante três meses ou mais, ela é considerada crônica. E, além da fadiga, suas consequências estão ligadas a prejuízos na memória, alterações de humor, baixa imunidade e risco aumentado de doenças como hipertensão e depressão.
4.2. Apneia do sono
A apneia do sono é uma condição em que a respiração para temporariamente enquanto a pessoa dorme, por alguns segundos. Isso pode acontecer dezenas de vezes por hora, muitas vezes sem que ela perceba.
Na maioria dos casos, a causa é o relaxamento excessivo dos músculos da garganta, que obstrui as vias respiratórias. Fatores como obesidade, consumo de álcool, tabagismo e histórico familiar aumentam o risco.
Como o cérebro precisa acordar repetidamente para restabelecer a respiração, o sono se torna fragmentado e superficial. O resultado é um ciclo de cansaço constante, sonolência diurna, irritabilidade e maior risco de doenças cardiovasculares, como pressão alta, arritmias, derrame e infarto.
4.3. Sonambulismo
O sonambulismo é um distúrbio do sono em que a pessoa se levanta e realiza ações automáticas durante o sono profundo, sem estar consciente do que está fazendo. Pode andar pela casa, falar, abrir gavetas ou até tentar sair do ambiente. No dia seguinte, ela não se lembra de nada.
Isso acontece porque há uma falha na transição entre as fases do sono profundo e o despertar. O cérebro “ativa” o corpo, mas ainda está parcialmente adormecido. Fatores como privação de sono, febre, estresse, uso de medicamentos ou predisposição genética podem favorecer esses episódios.
É mais comum na infância, mas também pode ocorrer em adultos. Embora nem sempre ofereça riscos diretos à saúde, o sonambulismo pode levar a acidentes e exige atenção se for frequente.
4.4. Narcolepsia
A narcolepsia é um distúrbio neurológico que compromete a regulação do sono e da vigília. A pessoa sente uma sonolência extrema ao longo do dia, mesmo após uma noite de sono completa, e pode adormecer subitamente em situações cotidianas.
Em alguns casos, é acompanhada por cataplexia (perda repentina de tônus muscular ao sentir emoções fortes), paralisia do sono e alucinações ao adormecer ou acordar. Ela está associada à redução da produção de hipocretina, substância que ajuda a manter o estado de alerta.
A narcolepsia tipo 1 envolve cataplexia; a tipo 2, não. Ambas exigem diagnóstico clínico detalhado e acompanhamento especializado.
4.5. Transtornos do ritmo circadiano
Nosso corpo é guiado por um “relógio interno”, o ritmo circadiano, que regula o sono, os hormônios e diversas funções biológicas ao longo de 24 horas. Quando esse ritmo se desajusta, surgem dificuldades para dormir ou acordar nos horários habituais.
Esses transtornos podem ser causados por trabalho noturno, jet lag (quando se viaja para fusos horários diferentes), uso excessivo de telas, alterações hormonais ou genéticas. Entre os quadros mais comuns estão:
- Síndrome da fase atrasada do sono, em que a pessoa só consegue dormir muito tarde;
- Transtorno do trabalho em turnos, comum em profissionais de plantão;
- Transtorno do sono irregular, quando os horários de sono variam muito ao longo da semana.
Nessa situação, o corpo perde sua referência natural, o que pode gerar fadiga, irritabilidade, insônia e queda na concentração.
4.6. Parassonias
As parassonias envolvem comportamentos incomuns que ocorrem durante o sono ou nas transições entre suas fases. Elas podem se manifestar como pesadelos recorrentes, terror noturno, fala durante o sono ou movimentos abruptos.
Algumas parassonias ocorrem durante o sono NREM (como o sonambulismo); outras, no sono REM (como o distúrbio comportamental do sono REM, em que a pessoa age fisicamente durante sonhos vívidos).
Esses episódios geralmente têm relação com interrupções nos ciclos do sono, estresse, privação de sono ou predisposição neurológica. Embora nem sempre ofereçam riscos imediatos, quando são frequentes, intensos ou causam impacto na rotina, precisam ser investigados.
4.7. Hipersônia
A hipersônia é caracterizada por sonolência excessiva, mesmo após noites longas de sono. A pessoa pode dormir mais do que o habitual e ainda assim acordar com fadiga, lentidão mental e dificuldade de foco. Ela pode ser primária (sem causa identificada) ou secundária a outros problemas, como apneia, depressão, uso de medicamentos ou doenças neurológicas.
Em alguns casos, quando todos esses fatores são descartados e a sonolência diurna intensa persiste, pode se tratar de um quadro chamado hipersônia idiopática. Se trata de um distúrbio neurológico raro, em que o corpo precisa de muito mais horas de sono do que o habitual, mas mesmo assim, o descanso não traz sensação real de recuperação. O diagnóstico é clínico e feito por exclusão, geralmente com apoio de exames especializados, como a polissonografia e o teste de latência múltipla do sono.
Apesar de ser confundida com desânimo ou preguiça, a hipersônia é um distúrbio real, que afeta produtividade, segurança e qualidade de vida, e que merece atenção profissional.
Como vimos, os distúrbios do sono podem ter causas diferentes e se manifestar de formas variadas, mas todos eles têm algo em comum: atrapalham o descanso e afetam a saúde como um todo.
A boa notícia é que, com atenção aos sinais e alguns ajustes na rotina, muita coisa pode melhorar. Por isso, no próximo tópico, vamos falar sobre hábitos simples que ajudam a criar um ambiente mais favorável para dormir bem, e claro, acordar com mais disposição todos os dias. Continue acompanhando!
5. Como criar uma rotina de sono saudável?
Uma boa noite de sono não começa quando colocamos a cabeça no travesseiro: ela começa muito antes. Criar uma rotina para dormir é uma das formas mais simples e eficazes de ensinar o corpo a reconhecer a hora de desacelerar.
Essa rotina, também conhecida como higiene do sono, não exige nada complicado: se trata de um conjunto de hábitos e cuidados no fim do dia, que preparam o ambiente e o organismo para dormir com mais facilidade e com mais qualidade.
Confira atitudes que podem ajudar:
- Estabeleça horários consistentes: busque dormir e acordar sempre nos mesmos horários, inclusive nos fins de semana. Essa regularidade ajuda a alinhar o ritmo biológico e facilita o adormecer, mesmo quando o dia foi mais agitado;
- Reduza estímulos à noite: evite atividades que exigem muita atenção ou aumentam o nível de alerta, como trabalhar, assistir conteúdos muito estimulantes ou usar telas por muito tempo no período noturno. A luz azul dos dispositivos inibe a produção de melatonina, o hormônio que sinaliza ao corpo que é hora de dormir;
- Crie um ritual de desaceleração: pode ser um banho morno, uma leitura leve, uma música calma, a prática de respiração ou até a preparação do ambiente. O importante é repetir essa sequência todos os dias, para que o corpo entenda que está chegando o momento de desligar;
- Cuide do ambiente do quarto: o lugar onde dormimos tem impacto direto na qualidade do sono. Um ambiente escuro, silencioso, arejado e confortável ajuda o cérebro a entrar no modo repouso. Se houver ruídos no ambiente, vale testar tampões ou sons neutros (como o white noise). Se houver muita luz, cortinas blackout ou máscara para os olhos podem ajudar;
- Evite refeições pesadas, cafeína e álcool: à noite, o ideal é optar por refeições leves, em horários que permitam uma boa digestão antes de deitar. Bebidas com cafeína (como café, chá preto, refrigerantes) e o álcool também devem ser evitados, já que essas substâncias atrapalham o sono profundo e podem provocar despertares noturnos;
Criar uma rotina de sono saudável é, acima de tudo, um ato de autocuidado. E, com o tempo, o corpo responde: adormecer fica mais fácil, acordar fica mais leve e o dia começa com mais disposição!
Na próxima seção, vamos aprofundar ainda mais esse cuidado. Vamos juntos?
6. Hábitos que fortalecem o sono ao longo do tempo
Dormir bem não é só uma questão de rotina noturna. O que fazemos ao longo do dia também tem influência direta na qualidade e profundidade do nosso sono.
Isso acontece porque o sono depende de um equilíbrio entre sistemas hormonais, neurológicos e metabólicos, que são afetados por nosso estilo de vida. E pequenas mudanças, feitas com constância, podem ajudar o organismo a regulá-los naturalmente.
Veja a seguir quais hábitos fazem diferença real quando o assunto é dormir melhor, hoje e no longo prazo:
- Pratique atividade física com regularidade: a prática regular de exercícios físicos melhora a eficiência do sono, aumenta o tempo total dormido e reduz a latência (tempo que levamos para adormecer), segundo a Sleep Foundation. Isso acontece porque o exercício ajuda a regular o ciclo circadiano, reduz a ansiedade e melhora o humor.
Mas atenção: treinos muito intensos à noite podem atrasar o adormecer, por isso o ideal é praticar no início do dia ou, no máximo, até o fim da tarde. - Alimente-se com equilíbrio: uma alimentação saudável contribui para o sono de várias formas: melhora o metabolismo, evita picos de glicemia, ajuda na regulação hormonal e favorece a produção de neurotransmissores ligados ao relaxamento.
Alimentos ricos em triptofano, um aminoácido precursor da serotonina e da melatonina, podem ser aliados naturais nesse processo. Fontes comuns incluem: banana, leite, aveia, ovos e leguminosas. O ideal é manter refeições leves à noite, evitando alimentos ultraprocessados, excesso de açúcar, cafeína ou frituras; - Hidrate-se bem e na hora certa: manter-se hidratado é essencial para a função celular e a regulação da temperatura corporal durante o sono. No entanto, o excesso de líquidos no fim do dia pode levar a despertares noturnos para urinar, o que fragmenta os ciclos do sono.
Por isso, a recomendação é: beba bastante água durante o dia, e reduza o consumo nas duas horas antes de dormir; - Faça check-ups e observe os sinais do corpo: distúrbios hormonais (como hipotireoidismo ou menopausa), carências nutricionais (como magnésio, ferro e vitamina D), doenças respiratórias e transtornos de saúde mental são causas clínicas comuns de sono não reparador.
Mantenha os exames em dia, converse com profissionais de saúde e investigue eventuais mudanças persistentes no padrão de sono, como cansaço ao acordar, dificuldade de concentração ou sonolência excessiva ao longo do dia.
Nem sempre dormir bem depende de grandes mudanças, mas quase sempre exige escolhas e readequações. Ao entender o que influencia o sono ao longo do tempo, fica mais fácil ajustar o que está ao nosso alcance e identificar o que precisa de apoio.
7. Conte com a Leve Saúde para cuidar do seu sono
Se o sono é uma engrenagem tão decisiva para o bem-estar humano, faz mais do que sentido que ele também seja levado a sério no cuidado com a saúde.
Na Leve Saúde, não olhamos apenas para o sintoma, mas para o que está por trás dele: hábitos, emoções, contexto de vida e histórico clínico. E é por isso que o sono faz parte dos nossos programas de cuidado contínuo, com apoio de equipes que acompanham de perto cada etapa da sua saúde.
Seja no acolhimento emocional com profissionais de psicologia, na orientação sobre alimentação, sono e estilo de vida, ou nos encaminhamentos médicos sempre que há sinais de alerta, aqui, você é visto por completo.
E tudo isso dentro de um plano de saúde acessível, com ampla rede de atendimento e presença em todo o Rio de Janeiro. Conheça hoje os planos da Leve Saúde e veja como é possível cuidar melhor da sua saúde!
8. Conclusão
Ao longo deste conteúdo, vimos que o sono está longe de ser um “detalhe” na nossa saúde. Ele participa ativamente da nossa memória, do humor, da imunidade, do metabolismo e até da prevenção de doenças crônicas.
Também vimos que a qualidade do sono não depende apenas da quantidade de horas dormidas. Ela é influenciada por ritmo, ambiente, hábitos de vida e, muitas vezes, por condições clínicas que merecem atenção. Entender esses fatores é importante, pois podemos fazer escolhas mais conscientes, e dormir melhor de verdade.
Se você sente que o descanso não vem como deveria, saiba: isso não é para ser normalizado. O cansaço frequente é um sinal e um “convite” para se observar e se cuidar.
E esse cuidado vai além do travesseiro: a alimentação, por exemplo, também pode fazer parte dessa transformação. Se quiser continuar aprendendo, leia nosso outro texto “Polifenóis: os poderosos aliados da sua saúde”, e saiba mais sobre esses compostos naturais presentes em frutas, vegetais e chás!
FAQ: perguntas frequentes sobre sono de qualidade
Nem sempre é fácil entender o que está por trás de uma noite mal dormida. Mais difícil ainda é saber por onde começar para resolver. Por isso, reunimos aqui algumas das dúvidas mais comuns sobre sono, com respostas diretas, confiáveis e acessíveis.
1) Quantas horas de sono uma pessoa realmente precisa?
A recomendação geral para adultos é de 7 a 9 horas de sono por noite, segundo a National Sleep Foundation. Esse intervalo é o que permite que o corpo passe pelos ciclos completos do sono, que são fundamentais para a restauração física e o equilíbrio emocional.
Crianças, adolescentes e idosos podem ter necessidades diferentes. Mais importante do que contar horas, porém, é observar a qualidade do sono: acordar descansado, com energia e clareza mental, é um bom sinal de que seu corpo está recebendo o descanso de que precisa.
2) Existe alguma vitamina que ajuda a dormir melhor?
Alguns nutrientes participam indiretamente da regulação do sono. É o caso da vitamina D, magnésio, ferro e vitaminas do complexo B. Esses micronutrientes participam de funções metabólicas importantes e da produção de neurotransmissores associados ao relaxamento e ao equilíbrio do sono, como a serotonina e o GABA.
Já a melatonina não é uma vitamina, mas sim um hormônio produzido naturalmente pelo organismo, cuja liberação está relacionada ao ritmo biológico e à exposição à luz, sendo fundamental para a organização do ciclo sono-vigília.
De forma geral, o ideal é priorizar uma alimentação equilibrada, com fontes naturais de nutrientes, como leguminosas, oleaginosas, grãos integrais, vegetais verde-escuros e ovos, e manter hábitos que favoreçam o descanso, como horários regulares para dormir e redução da exposição à luz artificial à noite.
Lembre-se: antes de tomar qualquer suplemento, procure orientação profissional. O excesso de alguns desses micronutrientes também pode causar efeitos adversos.
3) O que é e como fazer uma boa higiene do sono?
A higiene do sono é o conjunto de práticas que ajudam a preparar o corpo e o ambiente para dormir melhor. É como um “ritual de desaceleração” que ensina o organismo a reconhecer o momento de descanso. Algumas estratégias eficazes incluem:
- Dormir e acordar nos mesmos horários, mesmo nos fins de semana;
- Evitar luz intensa, telas e conteúdos estimulantes à noite;
- Reduzir o consumo de cafeína, álcool e refeições pesadas antes de dormir;
- Criar um ambiente escuro, silencioso e confortável no quarto;
- Incluir hábitos relaxantes no fim do dia, como um banho morno ou leitura leve.
Esses ajustes ajudam a regular o ritmo circadiano e facilitam a transição natural para o sono. Quando praticada com constância, a higiene do sono pode melhorar a qualidade do descanso de forma significativa.
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