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17/07/2026 | Sua Saúde

Menopausa: sintomas, mudanças e como lidar com essa fase

Entenda o que é a menopausa, quais sintomas podem surgir e como lidar com essa fase de forma mais leve. Veja as principais mudanças no corpo, a diferença entre climatério e menopausa, além de cuidados com alimentação, atividade física e acompanhamento médico.

Por: Leve Saúde

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Tema

1. Introdução

Quando o corpo começa a dar sinais diferentes do que costumávamos sentir, é natural que surjam dúvidas. Ondas de calor repentinas, alterações no sono, variações de humor: será que tudo isso pode ser sinal de transição para a menopausa?

Essa é uma pergunta bastante comum entre mulheres que estão vivendo essa fase de transição. 

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), aproximadamente 17 milhões de brasileiras estão passando pela transição para a menopausa, que geralmente ocorre entre os 40 e 65 anos.

Embora seja um processo natural, a transição para a menopausa ainda é envolta em tabus e falta de informação, o que faz com que muitas mulheres enfrentem sintomas e mudanças sem o suporte necessário. Falar sobre o tema com base em informação confiável é o primeiro passo para entender e cuidar melhor de si mesma.

Nos próximos tópicos, você vai entender o que acontece no organismo durante essa fase, quais são os sinais mais comuns e como lidar com eles de forma leve, consciente e com o apoio certo.

2. O que é a menopausa e quando ela costuma acontecer

A menopausa é a última menstruação de uma mulher, que marca o fim dos ciclos menstruais e ocorre quando os ovários deixam de produzir estrogênio e progesterona. Na prática, ela é diagnosticada quando a mulher fica 12 meses consecutivos sem menstruar, sem outra causa para a ausência de menstruação.

Geralmente, a menopausa ocorre entre os 45 e 55 anos, com a idade média de 50 anos, mas isso pode variar de mulher para mulher, com base em fatores genéticos, estilo de vida e condições de saúde.

Mas, antes de falarmos sobre a menopausa em si, é importante entender o climatério. 

Ele é o nome dado a todo o período de transição, que começa antes da última menstruação e se estende por alguns anos depois dela. Ou seja: o climatério engloba tanto a perimenopausa quanto a pós-menopausa, e é nesse intervalo que o corpo começa (e continua) a passar por mudanças hormonais significativas.

Vamos detalhar cada fase do climatério:

2.1 Perimenopausa

A perimenopausa começa geralmente a partir dos 40 anos. Os sintomas podem surgir de forma gradual, começando com irregularidades menstruais (ciclos mais curtos ou mais longos) e ondas de calor

Durante esta fase, o corpo começa a produzir menos hormônios, mas ainda não está sem produção hormonal completamente. A perimenopausa pode durar de 4 a 10 anos, até que a mulher entre na menopausa propriamente dita.

Entre os sintomas mais comuns dessa fase estão:

  • Ondas de calor: sudorese intensa e repentina, também chamadas de fogachos;
  • Alterações no sono: insônia ou sono fragmentado;
  • Mudanças de humor, como irritabilidade e tristeza;
  • Secura vaginal e diminuição da libido.

2.2 Pós-menopausa

Já a  pós-menopausa começa depois do  período da menopausa (quando a mulher completa 12 meses sem menstruar). É considerada a fase que segue a última menstruação, com sintomas que duram o restante da vida da mulher. Embora a produção de estrogênio e progesterona continue muito baixa, as mulheres podem sentir uma adaptação do corpo a essa nova realidade hormonal.

Durante a pós-menopausa, os sintomas como ondas de calor (tambem conhecidas como fogachos), alterações do sono e mudanças de humor podem diminuir com o tempo, mas as mulheres continuam mais vulneráveis a problemas de saúde relacionados à perda óssea (osteoporose) e ao risco cardiovascular, pois o estrogênio tem um papel importante na proteção óssea e cardiovascular.

Com tantas mudanças acontecendo ao longo do tempo, é natural que o corpo dê sinais. A seguir, listamos os principais sintomas relacionados à menopausa, que podem começar de forma leve e se intensificar com o tempo, impactando tanto o bem-estar físico quanto emocional.

3. Principais sintomas da menopausa

Como já explicado, os sintomas da menopausa podem variar bastante, tanto na intensidade quanto na forma como se manifestam. Algumas mulheres percebem mudanças sutis e passageiras, enquanto outras enfrentam transformações mais evidentes, que afetam a saúde física e mental de forma mais intensa. 

Esses sinais estão diretamente ligados à redução dos hormônios femininos, principalmente o estrogênio, responsável por regular diversas funções do organismo: do metabolismo e temperatura corporal à lubrificação vaginal, passando pelo  sono e pelo  equilíbrio emocional.

A seguir, explicamos os sintomas mais comuns dessa fase e o que cada um deles pode indicar.

3.1. Ondas de calor e suor noturno

As ondas de calor são o sintoma mais característico da menopausa. 

De acordo com um estudo publicado na revista científica Menopause - The Journal of The Menopause Society, 1 a cada 3 brasileiras que já passaram pela menopausa relatam sofrer com ondas de calor graves ou moderadas. 

Elas se manifestam como uma sensação súbita e intensa de calor, que começa no rosto e se espalha pelo corpo, podendo vir acompanhada de suor, palpitações e vermelhidão na pele.

Esses episódios acontecem porque a diminuição do estrogênio afeta o centro de controle térmico do cérebro, tornando o organismo mais sensível às variações de temperatura. 

À noite, isso pode gerar suores noturnos, dificultando o sono e o descanso. Medidas simples podem ajudar a aliviar o desconforto: manter o ambiente ventilado, usar roupas leves e evitar álcool, cafeína e alimentos muito quentes.

3.2. Alterações no humor e no sono

A flutuação hormonal também interfere no sistema nervoso central, o que explica as mudanças de humor e alterações no sono tão comuns nesse período.

A redução do estrogênio e da serotonina, neurotransmissor ligado à sensação de bem-estar, pode gerar irritabilidade, tristeza, dificuldade de concentração e até episódios de depressão leve.

Segundo o estudo Menopause Experience & Attitudes, citado pela Fiocruz, 79% das mulheres brasileiras relatam sentimentos negativos, como ansiedade, vergonha e constrangimento durante a menopausa, e 65% ainda consideram o tema um tabu.

Esses dados reforçam o quanto acolhimento e informação também são fundamentais para atravessar essa etapa com mais equilíbrio e autoconfiança.

O sono também costuma mudar neste período de transição do corpo.  Muitas mulheres relatam dificuldade para adormecer, despertares noturnos ou sono leve, o que pode estar relacionado tanto aos suores noturnos quanto à instabilidade emocional típica da fase.

Essas oscilações são naturais e não devem ser motivo de culpa ou isolamento.

Buscar apoio médico, adotar hábitos de relaxamento e cuidar da saúde mental são passos importantes para manter o bem-estar. Atividades como exercícios físicos regulares, meditação e psicoterapia têm mostrado bons resultados para aliviar esses sintomas.

3.3. Ganho de peso e mudanças no metabolismo

Durante a menopausa, a queda do estrogênio provoca mudanças importantes no funcionamento do metabolismo. Esse hormônio tem um papel essencial na regulação da energia e da distribuição da gordura corporal, e sua redução faz com que o corpo gaste menos calorias e acumule mais gordura, especialmente na região abdominal.

Além disso, há uma diminuição natural da massa muscular e um aumento da gordura visceral, que é aquela que se concentra entre os órgãos internos e pode elevar o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas.

Para equilibrar essas mudanças, é fundamental adotar uma alimentação nutritiva, rica em fibras e proteínas, associado a prática de  atividade física regular, combinando exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular.

Esses cuidados ajudam a preservar a força, o peso e o bem-estar, três pilares que fazem toda a diferença nessa fase da vida.

3.4. Ressecamento vaginal e redução da libido

A diminuição dos níveis de estrogênio durante a menopausa também afeta diretamente a saúde íntima.

Com menos produção desse hormônio, a mucosa vaginal fica mais fina e sensível, e as glândulas que produzem lubrificação natural reduzem sua atividade. O resultado pode ser ressecamento, ardor, coceira e até dor durante as relações sexuais, um quadro conhecido como Síndrome Geniturinária da Menopausa (GSM).

Além do desconforto físico, pode ocorrer uma redução da libido, associada tanto à queda hormonal quanto a fatores emocionais, como o estresse, a ansiedade, a insatisfação com o corpo ou mesmo com o relacionamento afetivo conjugal.

A boa notícia é que existem tratamentos eficazes. O uso de terapias locais com estrogênio, lubrificantes e hidratantes vaginais pode melhorar o bem-estar íntimo, sempre com orientação de um(a)  ginecologista ou médico(a) de família. Manter um diálogo aberto com o profissional de saúde é fundamental para encontrar a melhor solução e viver essa fase com mais conforto, segurança e autoestima.

3.5. Alterações na saúde óssea e cardiovascular

A queda do estrogênio durante a menopausa impacta diretamente a saúde dos ossos e do coração. Esse hormônio tem um papel fundamental na formação e manutenção da massa óssea, e sua redução acelera a perda de densidade dos ossos, aumentando o risco de osteoporose e fraturas por fragilidade — condição que, segundo o Ministério da Saúde, pode afetar cerca de 50% das mulheres.

Além disso, a menor ação do estrogênio influencia o equilíbrio do colesterol e da pressão arterial, aumentando o risco cardiovascular.

Por isso, a prevenção deve começar cedo e se manter constante. Consultas regulares com o(a) ginecologista, exames de rotina, prática de exercícios físicos e uma alimentação rica em cálcio e vitamina D ajudam a fortalecer os ossos e proteger o coração.

Com acompanhamento médico e hábitos saudáveis, é possível atravessar essa fase com mais segurança e qualidade de vida.

4. Como lidar com os sintomas da menopausa

Passar pela menopausa pode ser muito desafiador, não só pelas mudanças físicas, mas também pelas dúvidas e emoções que vêm junto.

Cada mulher vive esse período de uma forma, e tudo bem se você ainda estiver tentando entender o que sente ou como lidar com isso. A boa notícia é que existe cuidado, orientação e caminhos para atravessar essa fase com mais leveza.

Com acompanhamento médico, mudanças simples de rotina e atenção aos sinais do corpo, é possível aliviar a maioria dos sintomas e seguir vivendo com disposição e autoestima.

A seguir, veja alguns cuidados que podem ajudar a equilibrar corpo e mente nesse período.

4.1. Hábitos alimentares saudáveis

A alimentação tem um papel essencial na regulação hormonal e na prevenção de doenças associadas à menopausa. Dar preferência a alimentos naturais, ricos em fibras, vitaminas e minerais ajuda o corpo a se adaptar às mudanças metabólicas dessa fase.

Inclua no seu dia a dia:

  • Frutas, verduras e legumes variados;
  • Grãos integrais, leguminosas e sementes (como linhaça e chia);
  • Fontes de cálcio e vitamina D, como leite, queijos brancos e iogurtes;
  • Peixes ricos em ômega-3, que ajudam a proteger o coração.

Evitar o consumo excessivo de açúcares, frituras e ultraprocessados também é importante para manter o peso estável e reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

Mais do que uma dieta restritiva, trata-se de um cuidado de dentro para fora, um gesto de atenção que nutre o corpo e fortalece o equilíbrio emocional.

4.2. Prática de atividade física regular

Outra forma eficaz de cuidar da saúde na menopausa - e em qualquer outra fase da vida - é movimentar o corpo.

A atividade física ajuda a controlar o peso, melhora o humor, fortalece ossos e músculos e ainda reduz sintomas como ansiedade e insônia. O ideal é combinar exercícios aeróbicos, como caminhada, natação ou bicicleta, com atividades de fortalecimento muscular e alongamento, como musculação e yoga.

Além dos benefícios físicos, o movimento tem um impacto direto sobre a mente: melhora a disposição, aumenta a autoconfiança e cria uma sensação de vitalidade que vai muito além da aparência.

4.3. Acompanhamento médico e monitorização de sintomas

Mesmo sendo uma transição natural, a menopausa não precisa ser associada a sofrimento. Muitos sintomas podem ser aliviados com tratamentos hormonais ou não hormonais — e o ginecologista é o melhor caminho para entender qual opção faz mais sentido para você.

5. Menopausa: um novo olhar sobre o autocuidado

A menopausa é parte natural da vida e, como toda mudança, ela traz desafios e novas formas de cuidado e autoconhecimento.

Cada sintoma é um lembrete de que o corpo está passando por transformações que merecem atenção, paciência e, principalmente, acompanhamento. Com informação e apoio médico, é possível entender o que está acontecendo, aliviar desconfortos e preservar o bem-estar físico e emocional.

Na Leve Saúde, acreditamos que o cuidado começa com escuta e se constrói com presença.

Por isso, nossos planos contam com o Programa de Cuidado Integral, médicos de referência e um atendimento realmente humanizado, pensado para acompanhar cada fase da sua vida com atenção e presença.

E mais: no estado do Rio de Janeiro, a Leve Saúde conta com uma ampla rede credenciada, formada por hospitais, clínicas e laboratórios. Em Curitiba e nos municípios atendidos da Região Metropolitana, a operadora também oferece uma rede referenciada para consultas, exames, atendimentos hospitalares e laboratoriais, além de uma clínica própria na capital.

Se quiser seguir aprendendo sobre saúde feminina e envelhecimento com qualidade, visite o blog da Leve Saúde e descubra novos conteúdos feitos para você! 

FAQ: perguntas frequentes sobre a menopausa

Mesmo sendo uma fase natural, a menopausa ainda desperta muitas dúvidas.

Reunimos abaixo respostas simples e diretas para as perguntas mais comuns, sempre com base em informações médicas confiáveis e na experiência de quem acompanha de perto a saúde da mulher.

1. Quais são os primeiros sinais da menopausa?

Os primeiros sinais costumam aparecer alguns anos antes da última menstruação e fazem parte do chamado climatério. Entre eles, estão as menstruações irregulares, ondas de calor, alterações no sono, irritabilidade e ressecamento vaginal.

Esses sintomas indicam que o corpo está reduzindo gradualmente a produção de estrogênio e se preparando para o fim do período fértil.

2. Qual a diferença entre menopausa e climatério?

A menopausa é o nome dado à última menstruação espontânea da mulher, confirmada quando há ausência de ciclos por 12 meses consecutivos. O climatério, por sua vez, é o período de transição que antecede e sucede essa fase — geralmente entre os 40 e 60 anos —, quando ocorrem as principais mudanças hormonais.

Ou seja, toda mulher passa pelo climatério, mas a menopausa é apenas um marco dentro dele.

3. Existem tratamentos naturais para aliviar os sintomas?

Sim. Além da reposição hormonal, que deve sempre ser indicada por um(a) médico(a), há abordagens naturais que podem ajudar a aliviar os sintomas. Entre elas estão uma alimentação balanceada, a prática regular de exercícios, o uso de fitoterápicos sob orientação médica e técnicas de relaxamento, como meditação e yoga.

O mais importante é que cada tratamento seja personalizado, levando em conta o histórico de saúde e as necessidades de cada mulher.

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