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Novembro Azul: o mês da conscientização sobre o câncer de próstata
O Novembro Azul reforça a importância do cuidado com a saúde do homem. Entenda o que é o câncer de próstata e como o diagnóstico precoce salva vidas.
Por: Leve Saúde
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Tema
Introdução
Novembro chegou e, com ele, aquela conversa que muitos homens ainda tentam evitar: os exames de rotina. Você já parou para pensar por que é tão difícil para a maioria dos homens marcar uma consulta médica? Segundo pesquisa do Grupo Bradesco Seguros, 60% da população masculina brasileira só busca atendimento médico quando apresenta sintomas graves ou quadros preocupantes de saúde. E esse comportamento tem um preço alto.
O Novembro Azul nasceu justamente para mudar essa perspectiva, não apenas como uma campanha sobre câncer de próstata, mas como um movimento que coloca a saúde masculina no centro das atenções. Mais do que falar sobre um tipo específico de câncer, a campanha convida para uma reflexão maior:
Homem, você está realmente cuidando de si? Está atento aos sinais do corpo? Conhece seu histórico familiar?
Neste conteúdo, vamos conversar com honestidade sobre o câncer de próstata — seus números no Brasil, fatores de risco, formas de diagnóstico e as discussões atuais sobre rastreamento. Mas vamos além: falaremos sobre a saúde integral do homem, incluindo as doenças cardiovasculares e outros tipos de câncer que também merecem atenção.
Preparado para entender de vez o que está por trás do Novembro Azul? Então vamos lá, sem tabus, sem medos e apenas informações que importam.
O que é o câncer de próstata e como ele se manifesta
A próstata é uma glândula do tamanho de uma noz, localizada logo abaixo da bexiga, que faz parte do sistema reprodutor masculino. Sua função principal é produzir parte do líquido seminal. Seu crescimento faz parte do envelhecimento normal dos homens, sendo que, no jovem adulto, ela pesa cerca de 20g e pode chegar a 70g nos homens acima dos 70 anos. Quando células dessa glândula começam a se multiplicar de forma desordenada, pode surgir o câncer de próstata — um dos tipos de tumor mais comuns entre os homens brasileiros.
Tumores muito pequenos podem ser assintomáticos. As manifestações clínicas iniciais costumam incluir diminuição do jato urinário, dificuldade para iniciar a micção, necessidade frequente de urinar (especialmente à noite), e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Sinais como presença de sangue na urina ou no esperma e dor na região pélvica ou lombar são mais raros e podem indicar que o tumor já está em uma fase mais desenvolvida.
Existe ainda um detalhe importante: nem todo câncer de próstata é agressivo. Alguns tumores crescem muito devagar e podem nunca representar uma ameaça real à vida. Outros, porém, têm comportamento mais agressivo e precisam de intervenção rápida. O grande dilema da medicina moderna é justamente identificar, no momento do diagnóstico, qual tumor precisa de tratamento imediato e qual pode ser apenas acompanhado — uma estratégia chamada vigilância ativa.
Câncer de próstata no Brasil: dados, casos e índices de cura
Os números impressionam: segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que o Brasil tenha 71.730 novos casos de câncer de próstata por ano no triênio 2023-2025. Depois dos tumores de pele não melanoma, esse é o tipo de câncer mais frequente entre os homens brasileiros, e o segundo que mais mata.
Em 2023, foram registradas 17.093 mortes em decorrência da doença, de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. Fazendo as contas, isso representa 47 óbitos por dia. Um número que poderia ser diferente se mais homens tivessem acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.
Mas nem todas as notícias são desanimadoras. Quando detectado em estágio inicial, o câncer de próstata localizado tem uma estimativa de cura que pode chegar a até 98%. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), no início da doença a chance de cura é alta: quase a totalidade dos pacientes consegue vencer a doença quando ela é identificada e tratada antes de se espalhar.
O problema é que essa não é a realidade de muitos brasileiros. Dados atuais mostram que 27% dos pacientes diagnosticados no Sistema Único de Saúde (SUS) já estão com doença metastática — ou seja, o câncer já se espalhou para outras partes do corpo. Isso mostra que mais de um quarto dos homens recebe o diagnóstico quando a doença já está em estágio avançado, o que torna o tratamento mais desafiador.
Essa diferença brutal entre as taxas de cura e a realidade dos diagnósticos tardios mostra exatamente onde está o gargalo: falta de acesso, falta de informação e, principalmente, adiar a avaliação médica assim que os sintomas aparecem, visto que o diagnóstico precoce aumenta a chance de cura.
Fatores de risco e o componente genético da doença
Entender quem tem mais chance de desenvolver câncer de próstata ajuda a definir estratégias de prevenção mais eficazes.
Alguns fatores de risco não podem ser modificados, como idade, genética e etnia, mas conhecê-los permite que você e seu médico tomem decisões mais informadas. Entenda mais sobre cada um deles:
Idade
A idade é, disparado, o fator de risco mais relevante. A maioria dos casos é diagnosticada em homens acima dos 65 anos. Antes dos 40, a doença é rara; depois dos 50, a incidência começa a aumentar significativamente.
É por isso que as sociedades médicas brasileiras de urologia, oncologia e radioterapia recomendam que homens conversem com seus médicos sobre a necessidade ou não de rastreamento a partir dos 50 anos.
Histórico familiar
Se você tem pai, irmão ou avô que teve câncer de próstata, especialmente se diagnosticados antes dos 60 anos, seu risco aumenta consideravelmente. O histórico familiar é um dos sinais mais claros de predisposição genética. Nesses casos, a recomendação é iniciar a conversa sobre rastreamento mais cedo — entre 40 e 50 anos.
Mutações em genes como o BRCA1 e BRCA2 (os mesmos associados ao câncer de mama) também aumentam o risco de câncer de próstata. Homens com essas mutações devem ser acompanhados com mais atenção.
Etnia e genética
Homens negros têm maior risco de desenvolver câncer de próstata e, quando desenvolvem, tendem a apresentar formas mais agressivas da doença.
Essa é uma realidade epidemiológica importante, especialmente no Brasil, onde a população afrodescendente representa uma parcela significativa. Os mecanismos genéticos em populações afrodescendentes são distintos e ainda carecem de estudos aprofundados por aqui.
Hábitos de vida
Aqui entram fatores que você pode, sim, modificar. A síndrome metabólica, que inclui obesidade, hipertensão, diabetes e colesterol alto, está associada a um aumento de até 56% no risco de desenvolver câncer de próstata. Além disso, esse conjunto de condições também está ligado ao aparecimento de tipos mais avançados da doença.
Alimentação rica em gorduras, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool também entram na lista de fatores que criam um ambiente propício para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.
A boa notícia? Adotar uma rotina mais saudável, com atividade física regular, alimentação equilibrada e peso adequado, reduz significativamente não só o risco de câncer, mas também de doenças cardiovasculares — que são a principal causa de morte entre homens no Brasil.
Como é feito o diagnóstico e por que o exame é importante?
A investigação do câncer de próstata envolve basicamente dois exames: o PSA (Antígeno Prostático Específico), que é um exame de sangue, e o toque retal, realizado pelo urologista durante a consulta. Juntos, esses exames ajudam a identificar alterações que podem indicar a presença de um tumor.
O PSA mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata que circula no sangue. Valores elevados podem indicar câncer, mas também podem estar relacionados a outras condições benignas, como hiperplasia prostática (aumento benigno da próstata) ou prostatite (inflamação). Por isso, o PSA sozinho não fecha diagnóstico — ele levanta suspeitas que precisam ser investigadas.
O toque retal, por sua vez, permite que o médico avalie o tamanho, a consistência e a presença de nódulos na próstata. É um exame rápido, que dura poucos segundos. Vale dizer que o exame de toque é parte fundamental da avaliação, uma vez que alguns tumores podem não elevar o PSA e serem detectados apenas pelo toque. Em conjunto, a presença dos sintomas mais a alteração em algum desses procedimentos determina a necessidade de prosseguir com a investigação, por meio de ultrassonografia da próstata.
Contudo, somente a biópsia da próstata é capaz de confirmar a presença de câncer, determinar o tipo e a agressividade do tumor, bem como o plano terapêutico necessário.
Rastreamento populacional: o que dizem as sociedades médicas brasileiras
As sociedades médicas brasileiras recomendam contra o rastreamento populacional indiscriminado. O indicado é que, a partir dos 50 anos, os homens discutam individualmente com seus médicos os riscos e benefícios do rastreamento. Para grupos de maior risco (homens negros, com histórico familiar ou mutações genéticas), a conversa deve começar antes, a partir dos 40 anos.
A palavra-chave aqui é decisão compartilhada: não é uma regra, uma imposição, nem uma proibição. É uma conversa honesta entre médico e pessoa, considerando contexto, riscos, benefícios e preferências pessoais. No entanto, em qualquer idade, homens que apresentem sintomas urinários devem procurar um médico de modo a investigar a presença de alterações, que podem incluir a presença de câncer de próstata.
Doenças cardiovasculares: o principal risco à saúde dos homens
Quando falamos de saúde masculina, o câncer de próstata recebe muita atenção, mas existe outro grupo de doenças que merece um cuidado ainda maior: as doenças cardiovasculares. Infartos, AVCs, insuficiência cardíaca e outras condições do coração são, na verdade, responsáveis pela maior parte das mortes entre homens no Brasil.
Enquanto o câncer de próstata causa cerca de 17 mil mortes por ano no país, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares chegam a 400 mil mortes anuais no Brasil.
E sabe o que essas doenças têm em comum com o câncer de próstata? Os caminhos de prevenção e diminuição dos riscos são parecidos: exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada, controle do peso, não fumar, moderar o consumo de álcool e fazer acompanhamento em saúde regularmente.
Hipertensão, diabetes, colesterol alto e obesidade aumentam o risco de infarto, mas também estão associados a diversos tipos de câncer, incluindo o de próstata. Isso significa que, quando você cuida da saúde do coração, está cuidando da saúde como um todo.
Consultas anuais com o médico de família, clínico geral e/ou cardiologista, para rastreamento dessas condições devem fazer parte da sua rotina de cuidados.
O mesmo vale para outros tipos de câncer que têm relação direta com o estilo de vida. Veja alguns exemplos:
- Câncer de pulmão é um dos mais mortais e está diretamente relacionado ao tabagismo. De acordo com o INCA, cerca de 85% dos casos estão ligados ao cigarro. Parar de fumar é, sem dúvida, a medida de prevenção mais poderosa contra esse tipo de câncer, e também reduz drasticamente o risco de doenças cardiovasculares, DPOC e uma série de outras condições graves;
- Câncer colorretal (intestino grosso e reto) também merece atenção. Fatores de risco incluem alimentação rica em carnes processadas, baixo consumo de fibras, sedentarismo, obesidade e consumo excessivo de álcool;
- Câncer de estômago tem relação com a infecção pela bactéria Helicobacter pylori, mas também está associado ao consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em sal, defumados e conservados;
- Câncer de cabeça e pescoço, que inclui boca, laringe, faringe e esôfago, está fortemente ligado ao consumo de álcool e tabaco, especialmente quando ambos são usados em conjunto. Esses tumores são agressivos, mas têm seu risco muito diminuído com mudanças de hábitos.
O padrão é claro: tabagismo, etilismo, alimentação baseada em ultraprocessados, sedentarismo e obesidade são os grandes vilões comuns a vários tipos de câncer. Atacar esses fatores de risco é atacar múltiplas doenças de uma vez só. É uma estratégia de saúde integral.
O Novembro Azul é um ótimo momento para ampliar essa conversa: não se trata apenas de próstata, trata-se de olhar para o homem inteiro. Entender que a saúde é um conjunto, que deve incluir não somente a realização de exames e consultas, mas, principalmente, a adoção de hábitos de vida mais saudáveis. Alimentação saudável, atividade física, cessação do tabagismo e do etilismo, diminuem o risco de morte por doenças cardiovasculares, diversos tipos de cânceres, mas também pelos acidentes de trânsito, homicídio e suicídio.
O papel da prevenção e do acompanhamento médico
Prevenção não é paranoia. É cuidado consciente. E quando falamos de saúde masculina, prevenir significa, antes de tudo, criar o hábito de ir ao médico regularmente, mesmo sem sentir nada de errado.
Ter um médico de referência, alguém que acompanha sua saúde ao longo do tempo, faz toda a diferença. Isso cria continuidade no cuidado e permite intervenções precoces e personalizadas. É por isso que esse é um dos diferenciais dos planos da Leve Saúde: porque acreditamos que um plano de saúde eficiente é aquele que acompanha você em todas as fases — e mudanças — da vida.
Nossos planos com cobertura no Rio de Janeiro contam com Atenção Primária à Saúde (APS), onde você tem um médico para chamar de seu e uma rede de cuidados completa, sempre que você precisar.
Novembro Azul é um lembrete. O cuidado é o hábito!
Campanhas como o Novembro Azul são essenciais para colocar temas importantes na roda de conversa. Elas quebram tabus, trazem informação, mobilizam a sociedade e salvam vidas. Mas o verdadeiro impacto acontece quando o que foi aprendido em novembro se transforma em hábito nos outros onze meses do ano.
Cuidar da saúde não pode ser sazonal. Não pode ser aquela coisa que você lembra só quando vê uma campanha ou quando alguém próximo adoece. Precisa ser rotina, parte da vida, algo tão natural quanto trabalhar, descansar ou se alimentar.
E isso começa com pequenas atitudes: agendar aquela consulta que você vem adiando, fazer os exames que o médico pediu e você esqueceu, conversar com seus filhos e amigos sobre a importância de se cuidar, rever hábitos alimentares, incluir movimento no dia a dia, largar o cigarro, moderar no álcool.
Novembro Azul é um empurrão. Um lembrete. Um convite. Mas o compromisso com a própria saúde é seu, e ele vale para todo o ano.
E se o cuidado vai começar agora, a Leve pode estar com você nessa.
Nossos planos de saúde foram criados para transformar prevenção em algo possível e presente no dia a dia, com equipe de referência, consultas presenciais e digitais, programas personalizados e uma rede credenciada de qualidade no Rio de Janeiro.
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Perguntas frequentes (FAQ) sobre o câncer de próstata
Ao longo deste conteúdo, trouxemos muita informação sobre o câncer de próstata, prevenção e cuidados com a saúde masculina. Mas sabemos que algumas dúvidas são muito comuns e merecem respostas diretas e claras. Reunimos aqui as perguntas que mais ouvimos sobre o tema. Confira:
1. Quais são os primeiros sinais do câncer de próstata?
As manifestações clínicas iniciais costumam incluir diminuição do jato urinário, dificuldade para iniciar a micção, urinar, necessidade frequente de urinar (especialmente à noite), e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Sinais como presença de sangue na urina ou no esperma, e dor na região pélvica ou lombar são mais raros e podem indicar que o tumor já está em uma fase mais desenvolvida. A idade certa para investigar quando há sintomas é qualquer idade, ou seja, se você sente algo diferente, procure um médico.
2. O que leva uma pessoa a ter câncer de próstata?
Os principais fatores de risco incluem idade acima de 50 anos, histórico familiar, mutações genéticas (como BRCA1 e BRCA2) e síndrome metabólica (obesidade, diabetes, hipertensão). Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, entre 85% e 90% dos casos acontecem sem causa familiar identificada. Historicamente, homens negros também são mais propensos a desenvolver a doença.
3. Quando o câncer de próstata é grave?
A gravidade depende do estágio em que a doença é diagnosticada. Tumores localizados, restritos à próstata, têm altíssimas chances de cura (até 98%).
4. Como é feito o exame de toque retal?
O exame de toque retal é rápido. O médico introduz o dedo indicador, protegido por luva e lubrificado, no reto do paciente para avaliar o tamanho, a consistência e a presença de nódulos na próstata. O procedimento dura poucos segundos e, apesar dos tabus culturais, o desconforto é pequeno frente à possibilidade de salvar vidas.
5. Qual é a idade certa para fazer o exame de próstata?
A idade recomendada pelas sociedades médicas brasileiras é a partir dos 50 anos para a população geral e a partir dos 40-50 anos para grupos de maior risco (homens negros, com histórico familiar ou mutações genéticas). No entanto, a decisão deve ser individualizada e discutida com o médico. Se houver sintomas, a investigação deve ser feita independentemente da idade.
6. O câncer de próstata tem cura?
Sim. Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer de próstata localizado tem taxas de cura que podem chegar a até 98%. O fundamental é o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado.
7. Quais são os cuidados necessários para se prevenir?
Prevenir começa com o básico: ouvir o corpo, conhecer seu histórico familiar e manter acompanhamento médico em dia. Pequenas atitudes hoje fazem diferença no futuro, e o Novembro Azul é só o começo dessa conversa.
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