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Dezembro Laranja: o que é a campanha de prevenção ao câncer de pele
Entenda o que é o Dezembro Laranja, por que o câncer de pele é tão comum no Brasil e como hábitos simples de proteção solar podem reduzir riscos e proteger sua saúde o ano inteiro.
Por: Leve Saúde
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Tema
Introdução
Todo ano, quando o verão chega, a Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça um alerta que vale para os 365 dias: cuidar da pele é uma questão de saúde. O Dezembro Laranja, campanha nacional de prevenção ao câncer de pele que acontece desde 2014, aproveita o início da estação mais quente para lembrar que pequenos hábitos diários fazem diferença real na proteção contra um tipo de câncer que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o mais comum no Brasil.
O câncer de pele não melanoma representa cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, com aproximadamente 220 mil novos casos por ano. O ponto positivo é que a maioria desses casos pode ser evitada com medidas simples de proteção solar incorporadas à rotina.
Neste conteúdo, você vai encontrar orientações práticas sobre proteção solar, os erros mais comuns que comprometem a eficácia do protetor, os sinais na pele que merecem atenção e como transformar os cuidados do Dezembro Laranja em uma rotina que acompanha você o ano inteiro.
Por que a exposição solar acumulada é o maior risco
O Brasil tem índices de radiação solar muito elevados durante o ano todo por causa da sua localização geográfica, e isso se soma a um hábito muito comum por aqui: a exposição ao sol sem tanta proteção.
Praias cheias nos horários mais quentes, trabalhos ao ar livre sem barreiras adequadas e a ideia de que bronzeado é sinônimo de saúde acabam aumentando, aos poucos, o risco para a pele. O problema é que esse dano se acumula silenciosamente ao longo dos anos.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, queimaduras solares intensas na infância aumentam de forma importante a chance de desenvolver melanoma na vida adulta. Por isso, o Dezembro Laranja busca incentivar mudanças de comportamento e estimular uma relação mais equilibrada e segura com o sol, sem abrir mão dos momentos ao ar livre.
Como a radiação UV age na pele e por que o dano se acumula
A radiação solar é composta principalmente por dois tipos de raios ultravioleta: UVA e UVB. Os UVB são os mais ligados às queimaduras solares, enquanto os UVA penetram mais profundamente na pele e podem causar danos silenciosos às células. Quando a exposição é muito intensa ou frequente e a proteção não acompanha esse ritmo, os mecanismos naturais de reparo do organismo podem não conseguir corrigir todas as alterações, aumentando o risco de surgirem células com comportamento diferente, inclusive canceroso, ao longo do tempo.
Por isso, entender o conceito de exposição solar acumulada é tão importante. Não são só os dias de praia que contam: o sol que pegamos no trajeto a pé, enquanto esperamos o ônibus ou em outras atividades do dia a dia também entra nessa conta.
Outro ponto importante é rever algumas ideias que ainda fazem sucesso. O chamado "bronzeado saudável", por exemplo, na verdade é um sinal de que a pele já sofreu dano e está tentando se defender. Também é mito acreditar que dias nublados não oferecem risco — uma grande parte dos raios UV atravessa as nuvens — ou que a "base para bronzeado" protege de forma suficiente, já que costuma equivaler a um FPS muito baixo.
Da mesma forma, peles morenas e negras têm mais melanina, o que ajuda um pouco na proteção, mas isso não elimina a necessidade de cuidados: a proteção ainda é importante para evitar danos cumulativos ao longo da vida.
Dezembro e os picos de radiação solar no Brasil
Durante o verão, o índice UV frequentemente atinge níveis classificados como extremos, e isso acontece justamente quando a maioria das pessoas está de férias. As pausas escolares e corporativas fazem com que muita gente passe mais tempo ao ar livre no período em que a radiação solar está mais intensa. Não por acaso, é comum observar um aumento nos atendimentos por queimaduras solares graves durante dezembro e janeiro.
Mas um dos equívocos mais comuns é achar que a proteção solar só importa nesses momentos de lazer. Atividades urbanas cotidianas também expõem a pele de forma significativa: o caminho até o trabalho, a espera no ponto de ônibus, a ida ao mercado. Até quem passa boa parte do dia dentro de um carro precisa de atenção, já que os vidros permitem a passagem de uma parte importante dos raios UVA.
Por isso, incorporar a proteção solar à rotina diária é uma das mudanças mais simples e eficazes que você pode fazer para cuidar da saúde da pele ao longo da vida.
Como usar o protetor solar do jeito certo no dia a dia
Aplicar protetor solar parece simples, mas é justamente nos detalhes que a maioria das pessoas acaba deixando brechas na proteção. Um dos erros mais comuns é usar quantidade insuficiente do produto, o que compromete o fator de proteção indicado na embalagem. A regra prática é aplicar cerca de uma colher de chá no rosto (incluindo pescoço e orelhas) e aproximadamente 30 ml — o equivalente a duas colheres de sopa cheias — para o corpo todo.
Outro ponto crítico é a reaplicação. O protetor solar perde eficácia ao longo do tempo, especialmente com o suor, o contato com água ou o atrito com roupas e objetos.
A recomendação geral é reaplicar a cada duas horas durante exposição contínua ao sol, ou imediatamente após nadar ou transpirar intensamente. Para quem passa o dia em ambientes urbanos, saindo de casa às 8h e voltando às 18h, também vale a pena reaplicar ao longo do dia, principalmente se houver deslocamentos ao ar livre.
Quanto ao FPS, dermatologistas recomendam no mínimo FPS 30 para uso diário. Para exposição mais intensa, como praia, piscina, esportes ao ar livre, FPS 50 ou superior é preferível. E vale lembrar de áreas que costumam ser esquecidas: orelhas (particularmente vulneráveis a carcinomas), pescoço e nuca (onde a pele é mais fina e delicada) e mãos, que ficam constantemente expostas, especialmente para quem dirige.
Os horários de maior risco
O período entre 10h e 16h concentra cerca de 60% a 70% da radiação UV diária. Durante esse intervalo, o sol está mais alto no céu, fazendo com que os raios atravessem uma camada menor de atmosfera antes de atingir a pele. Sempre que possível, evitar exposição direta nesses horários é a estratégia mais eficaz.
Para quem trabalha ao ar livre ou pratica esportes, os cuidados precisam ser ainda mais rigorosos. Roupas com proteção UV certificada funcionam como uma barreira física eficiente, e a reaplicação de protetor solar precisa ser mais frequente, principalmente para quem transpira intensamente. Bonés, chapéus de abas largas e óculos de sol com proteção UV também fazem diferença real na proteção diária.
Quando procurar um dermatologista
Algumas mudanças na pele servem como sinais de alerta e não devem ser ignoradas. Manchas que aumentam de tamanho, mudam de cor ou começam a sangrar merecem atenção médica. Feridas que não cicatrizam em até duas semanas também devem ser avaliadas por um dermatologista.
Para pintas antigas que começam a chamar atenção, a regra ABCDE é um método prático de autoexame: Assimetria (uma metade diferente da outra); Bordas irregulares; Cor variada dentro da mesma pinta; Diâmetro maior que 5 mm; Evolução, que significa qualquer mudança perceptível ao longo do tempo.
Mas vale lembrar que o dermatologista também faz parte do cuidado preventivo, mesmo quando não há sinais aparentes de preocupação. Ter um acompanhamento regular é uma forma de cuidar da saúde da pele, identificando alterações antes mesmo que elas se tornem visíveis ou sintomáticas.
Esse acompanhamento é ainda mais importante para pessoas com fatores de risco elevados, como pele muito clara, histórico de queimaduras solares, muitas pintas, pintas atípicas ou histórico familiar de melanoma. Nesses casos, estabelecer uma rotina de consultas preventivas é essencial, mesmo sem sintomas aparentes.
O exame dermatológico completo envolve avaliação de toda a superfície da pele e deve fazer parte da rotina de cuidados, com frequência ajustada ao perfil de cada pessoa. Para quem trabalha exposto ao sol diariamente, por exemplo, o ideal é fazer check-up pelo menos uma vez por ano, ou a cada seis meses, já que a exposição ocupacional aumenta consideravelmente o risco acumulado.
Como transformar o Dezembro Laranja em um hábito para o ano inteiro
A prevenção ao câncer de pele funciona como uma rotina que se incorpora ao dia a dia, e isso começa com ajustes pequenos e práticos. Deixar o protetor solar em um lugar acessível, por exemplo, ajuda a transformar a aplicação em um hábito automático. Planejar atividades ao ar livre considerando os horários de menor radiação é outro ajuste simples que faz diferença real.
Além disso, buscar sombra sempre que possível, usar acessórios de proteção como chapéus de abas largas e óculos de sol com filtro UV, instalar películas de proteção em janelas de casa e do carro, e até escolher cosméticos com FPS integrado são formas de adicionar camadas de proteção ao longo do dia sem grandes esforços. São mudanças que, somadas, reduzem de forma significativa a exposição acumulada aos raios UV.
Com os cuidados básicos bem aplicados e a rotina de proteção estabelecida, você já tem tudo para se prevenir de forma eficaz. O mais importante é transformar esse conhecimento em prática diária, porque é justamente a constância que faz toda a diferença nos resultados de longo prazo.
O papel da Leve Saúde na prevenção e no cuidado contínuo
Dezembro Laranja reforça algo que já faz parte da forma como a Leve Saúde enxerga o cuidado: prevenção, acompanhamento e informação caminhando juntos. Com o modelo de Atenção Primária à Saúde (APS), cada beneficiário dos nossos planos conta com um médico de referência e uma Equipe de Cuidados que acompanha a saúde de forma integral, orientando sobre hábitos saudáveis, esclarecendo dúvidas e ajudando a identificar sinais que merecem atenção, inclusive na pele.
Recursos como o Pronto Atendimento Digital e os demais serviços da Leve tornam mais simples buscar orientação sempre que algo preocupa. Assim, o cuidado preventivo deixa de ser apenas uma campanha pontual e passa a fazer parte da rotina, com apoio de profissionais que conhecem a sua história e o seu jeito de viver.
Quer ter esse acompanhamento mais próximo no dia a dia? Conheça os planos da Leve Saúde e veja qual se adapta melhor à sua realidade.
Perguntas Frequentes (FAQ) sobre o Dezembro Laranja
Dúvidas sobre prevenção do câncer de pele são normais. Reunimos as perguntas mais frequentes nas consultas dermatológicas, com respostas práticas e baseadas em evidência.
Protetor solar precisa ser usado todos os dias?
Sim, o protetor solar deve ser usado todos os dias, independentemente do clima ou da estação. Aproximadamente 80% dos raios UV penetram através das nuvens, e a exposição solar é cumulativa. Para quem trabalha em ambientes internos próximos a janelas, a proteção também é importante, pois os raios UVA atravessam vidros.
Quem não vai à praia precisa se preocupar?
Sim. A maior parte da exposição solar acontece em atividades cotidianas. Esses momentos somados representam horas de exposição por semana. A SBD reforça que a exposição aos raios UV é cumulativa e está por trás da maior parte dos casos de câncer de pele, por isso, o sol do dia a dia também conta.
Pessoas de pele morena ou negra também correm risco?
Sim. Embora a melanina natural ofereça alguma proteção (equivalente a FPS 13), é insuficiente para prevenir danos cumulativos. Quando o câncer de pele ocorre em pessoas de pele mais escura, pode ser diagnosticado mais tarde pela falsa sensação de segurança.
Crianças precisam de proteção solar diária?
Sim. Estima-se que 80% da exposição solar ao longo da vida acontece antes dos 18 anos, e queimaduras na infância aumentam significativamente o risco de câncer de pele na vida adulta. Protetor solar deve ser usado em bebês a partir dos 6 meses, e roupas com proteção UV, chapéus e sombra são essenciais desde o nascimento.
Uma consulta preventiva já faz diferença?
Sim. O diagnóstico precoce é o fator mais importante para o sucesso do tratamento. Consultas preventivas permitem identificar alterações em estágios iniciais, quando o tratamento é mais simples e as taxas de cura podem ultrapassar 90%. Check-ups anuais são recomendados para população geral, e intervalos menores, em torno de 6 a 12 meses, para quem tem maior risco, conforme orientação médica.
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